
Tem coisas que o RX não entende. Na última edição do jornal extra-oficial, pág. 13, em alegada entrevista com o Vereador Marlon Bonfim, este “desceu a lenha” nos ex-colegas, vereadores Ariel Ribeiro, Jota da Brascal, Cleiton Costa Rosa, Adélia Radecki e Joerison Portes de Barros, insinuando até que tem vereador que vai “se empasinar” de Poder. Poder? Não se sabe que Poder pode ser elevado, além dos legais que (mal) exercem, por força de seus mandatos.
O Diretor tem a opinião de que tudo isso ainda tem resquícios da “furada” em que a maioria entrou no início do ano, quando elegeram Brás Geffer presidente da Casa e depois se arrependeram, querendo nova eleição, o que a Justiça embargou.
Brás Geffer impôs novas práticas na Direção da Casa, especialmente no que s refere aos gastos do Legislativo, através de licitações. A isto os distintos não estavam acostumados, já que o presidente anterior não era lá muito afeito a “prestar contas”. Com o ingresso dos vereadores de primeiro mandato, o ex-presidente não conseguiu dar seqüência ao nefasto sigilo, que era prática rotineira, assim como em relação às demais atividades da Câmara. Brás mudou os rumos, mas infelizmente, a folgada maioria ainda consegue aprovar seus duvidosos desígnios pessoais, em detrimento dos interesses da coletividade, mesmo à revelia do presidente, como a aprovação de R$.3 mil e oitocentos para os assessores legislativos.
Mas, os meandros do nosso Legislativo ainda contam com características misteriosas. Não se sabe, por exemplo, da divisão dessa “folgada maioria” e da suposta adesão dos vereadores Adélia e Cleiton a um novo patamar. A questão das assinaturas em cheques da casa, também está sob nebulosa. Alguém explica?
Por outro lado, o vereador Marlon Bonfim, junto com Didi Nalifico, eram detratores ferozes do presidente. Agora estão quietos e até um tanto “isolados”, salvo algumas escaramuças domésticas.
Dá para entender, caros leitores? Se vocês tiverem um a melhor interpretação do que o Diretor, por favor, cheguem ao jornal ou acessem rxmayer@uol.com.br. Nos ajudem a deslindar os interstícios que fazem parte do Legislativo local, há décadas, sem que nós, pasmos eleitores, possamos chegar a conclusões pelo menos palpáveis de serem aceitas, porque salvo raras exceções, ainda prevalece o silêncio que permeia as atividades legislativas da nossa cidade, já que nas Sessões Regulares, o “quem estiver de acordo permaneça como está” ainda é característica, supondo-se, pois, que tudo é discutido entre as diversas “comissões” ou nos (remodelados) gabinetes.