
Maria da Luz Christo LimaNasceu em Rio Branco do Sul, a 07 de Janeiro de 1918 as 22:00 horas de uma segunda-feira.
Filha de Manoel Aprígio de Christo e Ana Geralda de Christo. Seus pais também eram naturais de Rio Branco do Sul. Ele, lavrador e funcionário dos Correios e Telégrafos (condutor de malas). Ela, do lar. Sua infância foi tranqüila, como de todas as meninas da época. No curso primário foi aluna de Da. Virginia Pinto Ferro, Da. Dalila Loyola e de Da. Maria Elisa Cruz.
Uma das maiores lembranças de sua infância foi, sem dúvida a revolução de 1930, quando seu pai cedeu aos militares uma sala na casa que serviu para guardar armas e munições do Exército, já que o caminho para São Paulo passava por Rio branco (então chamado de Rocinha) e Cerro Azul. A Daluz, na época com 12 anos ajudava sua mãe a confeccionar os lenços em luizine vermelha que os soldados usavam no pescoço.
Na adolescência foi amiga inseparável de Mercedes Souza Rosa, Dalila Lara, Júlia Borges Alves, Sara Furquim, Maria da Luz Furquim (Lusa). Dos rapazes sempre lembrava do Osvaldo Brotto e seus irmãos Nelson e Inácio, Henrique Pinto Ferro, Joaquim Alves de Araújo, Albino Cruz, Arlindo Geffer e Antonio Souza Rosa.
Sua vida profissional iniciou na Prefeitura Municipal de Rio Branco, quando foi nomeada "porteiro-contínuo" através do Ato nr.32, de 14 de outubro de 1937, assinado pelo Prefeito Interino Benedito Domingos de Faria.
Nesse mesmo ano foi extinto o município de Rio Branco do Sul e anexado ao Município de Cerro Azul, como simples Distrito Administrativo.
Alguns anos mais tarde, a Prefeitura foi fechada e todos os funcionários demitidos, permanecendo aqui apenas um fiscal de tributos o Luiz Daros, mais conhecido como Gigeto.
Maria da Luz Christo Lima, quando recebia o Diploma de Normalista das mãos do Dep. Felipe Bittencourt, Paraninfo da turma.Um militar chamado José Furtado Sarmento amigo do Prefeito de Cerro Azul, Sr. Ivaí Martins, intercedeu por ela e foi nomeada Professora. Aí iniciou sua carreira no magistério. O primeiro local de trabalho, foi a escola isolada de Rancharia, onde foi também a primeira professora. A nomeação se deu pelo Decreto nr.4 de 11 de março de 1939. Devido à distância, fazia o trajeto a cavalo. Após quatro anos como professora municipal, foi finalmente nomeada para o Estado, através do Decreto nr. 11.596 de 5 de julho de 1941, pelo interventor Manoel Ribas. Foram 10 anos de luta. Sol e chuva, lá ia a Profa. Daluz para a Rancharia, à cavalo ou a pé. Sem faltar um dia sequer, foi transferida posteriomente, para Queimadas, município de Campo Largo, já que passou a residir em Bateias. Alguns anos mais tarde, em companhia de três filhos, retornou a Rio branco, indo residir com seus pais e lecionar novamente em Rancharia. Graças aos esforços de Octávio Furquim, José Pioli e Sara Furquim, finalmente foi transferida para o Grupo Escolar Maria da Luz Furquim, onde foi professora e secretára. Com a aposentadoria da então diretora. Profa. Sara Furquim assumiu a direção da escola. Mas, por pouco tempo, pois em 13 de janeiro de 1967, o governador Paulo Pimentel assinava o Decreto nr. 3369 que a aposentava. Terminava aí uma carreira de mais de 30 anos dedicados ao megistério na sua cidade que tanto amou na vida.
A Daluz, como era carinhosamente chamada, exerceu também outras atividades ligadas à Igreja Católica. Desde menina participou de várias atividades como encontro de Irmãos, no Mossunguê, em 1970; Encontro de Senhoras e Reencontros; Zeladora das Capelinhas; Fundadora do Apostolado da Oração; além da preparação para a Primeira Comunhão e Aulas de Catecismo. Fez ainda curso de Agente Pastoral, durante 2 anos, na Cúria Metropolitana de Curitiba. Participou do primeiro coral da Paróquia de Nossa Senhora do Amparo, e ainda do Clube de Mães que ajudou a fundar.
Após seis anos da criação da Associação de Proteção à Maternidade e à Infância - APMI, em 1948, foi convidada pela Sra. Leoni Pioli, então presidente, para trabalhar na instituição. Iniciou a 13 de dezembro de 1954, parando apenas com seu falecimento. Durante toda a sua vida teve extrema dedicação com a família, a Igreja, a APMI e o Magistério.
Suas atividades na Igreja e na APMI só foram interrompidas com o seu falecimento, a 17 de junho de 1991, aos 73 anos.
Deixou três filhos. Frederico, Eloir e Celso; 9 netos e 1 bisneto.
Em sua homenagem a escola de 1a a 4a séries do CAIC, leva o seu nome e recentemente em solenidade com a presença de autoridades, seus netos Thiago e Mariana fizeram a entrega à direção da escola e ao Exmo. Sr. Prefeito Municipal, de um quadro com a foto da Professora Maria da Luz Christo Lima.
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